agosto 22, 2017

Minha Visão da Umbanda Atualmente

ANDERSON LOURIVAL PINTO

ANDRESSA CAMPOS DOS SANTOS

PRISCILA CARLA DIAS

 

MINHA VISÃO DA UMBANDA NA ATUALIDADE

 

 

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Sacerdócio da Federação de Umbanda Candomblé do Estado de São Paulo

 

 

GUARULHOS

2015

 

Dedicamos este trabalho aos nossos irmãos de fé pelo exemplo de coragem e persistência em seus objetivos e evolução espiritual.

Aos nossos familiares que tantas vezes usurpados da nossa presença, mas não do nosso amor, sempre torceram por nós para a concretização deste curso.

 

SUMÁRIO

 

Introdução ……………………………………………………………………………………………………5

Somos Todos Iguais…….. ……………………………………………………………………………….6

O Pequeno Universo Umbandista…………………………………………………………………….7

Outras Visões …………………………………………………………………………………………… . ..9

Conclusão …………………………………………………………………………………….. …….. ……12

Referências………………………………………………………………………………………………  ….13

 

 

INTRODUÇÃO

 

A UMBANDA E A SUA FORMAÇÃO

 

A Umbanda nasceu nas senzalas com os escravos trazidos para o Brasil, é uma religião onde não se admite racismo, preconceito ou intolerância religiosa. Assim, como a própria representação de Oxalá, ela está sempre de braços abertos recebendo os espíritos que deseja evoluir e manifestar a Força de Deus. A religião surge aberta a toda entidade que queira ou precise se manifestar, independente do que tenha sido em outra encarnação, “todos serão ouvidos e nós apreenderemos com os espíritos que souberem mais e ensinaremos os que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não”. Esta é a mensagem do espírito que se apresentou como o Sr Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador da Umbanda no plano material ao oficializar, em 1908, o primeiro centro Umbandista, a Tenda Nossa Senhora da Piedade. E ele continua: “pois da mesma forma que Maria amparou nos braços o seu filho querido, também deverão ser amparados os que socorrerem a Umbanda”.

 

 

SOMOS TODOS IGUAIS

 

Assim, como outros grupamentos religiosos, a Umbanda é formada por pessoas das mais diferentes classes sociais, profissões, opiniões ou ofícios diferentes, todos deverão dividir o mesmo espaço com um único objetivo: auxilio espiritual caritativo aos necessitados do corpo e da alma. Com muito pesar, ainda observamos que algumas pessoas julgam pela riqueza material ou intelectual que certas possuem. Não que os bens e cultura sejam nocivos, refiro-me neste contexto a pessoas e médiuns que tratam com distinção os abastados e pobres, e que dão precedência ao atendimento aos que pagam por suas consultas e trabalhos. A soberba, o orgulho, a vaidade, a ganância, o egocentrismo e a ambição não permitem que elas vejam que o que importa na Umbanda é o ser honesto, ter dedicação, simplicidade, humildade e sentimentos virtuosos ainda ausentes em muitos corações.

A mediunidade jamais poderá ser utilizada como instrumento de sucesso social, nem como crescimento financeiro. Devemos viver para a Umbanda e não da Umbanda.

Nossa amada religião esta crescendo a cada dia mais. Devemos lembrar sempre que com amor e dedicação que temos pela Umbanda hoje, estamos plantando a Umbanda do futuro.

Toda religião tem na sua teologia os conhecimentos superiores que o define, que a molda e a caracteriza, individualizando-a entre tantas outras religiões.

A Umbanda reúne num mesmo espaço (tenda, templos terrenos) o culto das divindades (Orixás) e as praticas religiosas realizadas pelos espíritos que incorporam nos médiuns e dão consultas, orientações, esclarecem, cortam magias negras, afastam obsessores, desmancham trabalhos feitos, desenvolvem a mediunidade.

Os templos de Umbanda estão usando terapias alternativas que estão dando muito certo no tratamento dos seus filhos e consulentes, como o reiki, a cromoterapia, a acupuntura e entre outros, mas infelizmente ainda existem maus umbandistas que usam nossa religião de uma maneira desapropriada.

Não é exemplo para nós umbandistas, irmos à natureza, aos santuários naturais             (pontos de força) para cultuarmos e oferendarmos aos guias e Orixás e nos depararmos com tamanha sujeira deixada por lá, podemos fazê-las colocando-as sobre uma folha grande de planta, recolher aquilo que não for mais utilizado e o restante jogar no lixo. Respeito com a Mãe Natureza!

 

 

O PEQUENO UNIVERSO UMBANDISTA

 

A riqueza da Umbanda é incontestável. Essa riqueza é percebida nas liturgias, festividades, pontos cantados e tantas outras manifestações encontradas nos terreiros espalhados pelo Brasil. A imensa diversidade constitui – ou deveria constituir – um fator de enriquecimento da Umbanda enquanto religião e do umbandista enquanto ser pensante e atuante, no entanto, esse mesmo fator tornou-se um problema que exige cautelosa reflexão, já que gera controvérsias e desentendimentos internos.

Tanto quanto o Brasil, a Umbanda apresenta diferenças regionais, e não poderia ser diferente, já que dentro de um país continental é natural e até enriquecedor que essa diversidade toda exista – e é possível notá-la até nos menores detalhes: linguagem (em alguns casos parecem surgir verdadeiros dialetos), comidas típicas, costumes, etc. O universo cultural é vasto, porém quando não compreendido, constitui um problema, e é justamente isso que ocorre quando falamos do universo do umbandista.

O fanatismo religioso não é privilégio de nenhuma seita ou denominação, podendo estar presente em todos os meios sociais, como uma viseira intelectual que impede o seu portador de olhar para os lados ou para o óbvio que descortina diante de si. Cada templo ou terreiro de Umbanda é único e possui a identidade de seu dirigente e também das entidades que ali atuam, por determinação do astral.

O universo da Umbanda é enorme, mas o universo do umbandista é minúsculo quando ele não se permite olhar além das quatro paredes do seu terreiro. Nessa situação ele se torna pequeno, fundamentalista e ignorante, pois despreza a possibilidade de enriquecimento do seu aprendizado, renegando tudo que não seja comum às suas práticas habituais, como se somente elas fossem verdadeiras e válidas perante a espiritualidade.

Infelizmente, muitos umbandistas ainda estão presos ao seu pequeno universo, não aceitando sequer ouvir o que o outro umbandista tem a dizer. São pobres seres isolados em redomas de vidro que chamam de terreiros, universos que deveriam ser tão ricos, tendo em vista a bagagem cultural característica dessa manifestação espiritual, mas que se tornam pequenos como as mentes que não conseguem enxergar além de suas paredes. A Umbanda é maior que tudo isso, maior que as mentes cegas e maiores que os pequenos universos, inversamente proporcionais à prepotência daqueles que advogam verdades supostamente absolutas.

Muito me assusta aquele “umbandista” de voz doce e conversa amiga, que fala em nome da caridade e dos orixás. Aquele que veste branco, mas que tem a alma fétida e os pensamentos poluídos, apesar do sorriso fácil. Aquele que inspira confiança, que se vale do momento de carência ou desespero do consulente para tirar proveito da situação, seja esse proveito financeiro ou mesmo para enaltecer seu ego. Aquele que toma a frente de suas entidades (se é que as tem) ou mistifica descaradamente para falar aquilo que “a paisana” não teria coragem e hombridade para dizer. Aquele que usa o nome da sua religião e de suas supostas entidades para amedrontar seus desafetos.

É esse que mais me impressiona, embora não me amedronte, pois para cada um desses, existem outros tantos sinceros, desinteressados, dispostos a praticar a real caridade, a contribuir para a própria evolução e daqueles que o procuram. Esses honram a nossa amada Umbanda e fazem todo sacrifício valer a pena.

 

 

 

OUTRAS VISÕES

 

ESPAÇO CABOCLA JUREMA

 

A religião foi instituída para trazer conhecimentos, firmeza e força para seguirmos adiante na evolução dos seres humanos. Muito se fala de demandas, muitos vivem em função de quebrar essas energias, mas muito se esquecem de que a espiritualidade é linda e vêm principalmente para  o lado claro que habita o SER, trazendo a clareza do espírito e reconectando com a mais pura essência, são ondas vibratórias que se agrupam por afinidades. Se a Umbanda é para o umbandista algo tão sagrado, então, acreditar é ter fé que tudo dentro da energia dos Orixás que são partes da força da LEI MAIOR é sagrado, é vivenciar na religião o amor no coração, fazendo o bem primeiramente para si e iluminando com o dom da boa palavra, o brilho nos olhos e mente sadia, renovando a cada dia, pois quem acredita na sua própria espiritualidade e na religião que segue, não teme mal algum, por que a morada do PAI/MÃE habita dentro do sagrado de cada um.

Devemos vivenciar a religião colocando em pratica os ensinamentos dos mentores na vida, é o maior trabalho de quebra de quizila, tomando consciência que tudo faz parte do aprendizado e o caminho é aprender sempre a ser um ser humano melhor.

Sônia

 

 

A Umbanda é uma religião nova, foi fundada em 15 de novembro de 1908, ou seja, tem 107 anos, acredito que ainda não esta totalmente pronta aqui no plano material, avançou muito com toda a literatura, estamos avançando e nos adaptando a essa nova sociedade que é exigente e corrida, temos curso quem facilita muito a expansão e multiplicação dos aprendizados, hoje não temos mais a desculpa de não ter tempo para estudar, até mesmo as oferendas estão sofrendo adaptação no seu modo de ser feita, mais ecológicas, não danificando o meio ambiente, que é onde nossos Orixás vivem e são guardiões, não se faz mais oferendas nas ruas, temos santuários de Umbanda só pra esse fim, fora as redes sociais que é um meio virtual por onde se troca informações e aprendizados. Os sacerdotes estão mais próximos de seus filhos de santo, hoje se faz necessário estudar para poder ter respostas corretas aos questionamentos de seus médiuns, não cabe mais a resposta antiga: “não esta na hora de você saber isso”, pois o filho irá pesquisar e vai encontrar quem resposta. Acredito que devemos nos unir, independente das vertentes que se segue, pois a desunião dos umbandistas devida essas separações do que se segue enfraquece a Umbanda num todo, pois surge a concorrência do ego e a falta de respeito entre os Umbandistas, imagina os de fora como se tratam, quando pedimos não a tolerância religiosa essa deveria começar a ocorrer dentro da Umbanda, dentro do terreiro com os irmãos  se respeitando e não sendo intolerantes uns com os outros, ai sim poderemos nos unir contra a intolerância religiosa externa, mas acredito que com os avanços e adaptações aos tempos atuais chegaremos nessa união de fato. A Umbanda esta em nós e acredito que ela siga as fases de um ser humano: nascimento, engatinhar, quedas ao começar a andar, rebeldia durante a adolescência, amadurecimento ao se firmar de maneira sóbria e a contento de todos. Termino esse texto com a frase daquele que foi e sempre será meu Pai, irmão e mestre “A Umbanda é uma semente divina que serve para acolher aqueles que têm mediunidade”. (Rubens Saraceni).

 

                                                      SACERDOTISA CARLA REAL DEVA NADEEN.

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

Não basta para o médium de umbanda ter feito as devidas obrigações para se tornar um sacerdote, se não tiver alcançado a espiritualidade, a fé, o amor, a humildade e a caridade.

Que esta singela dissertação mostre o sentido da palavra IGUALDADE, e assim que a cada dia a Umbanda se torne uma religião de irmãos, unidos por laços de amor e fraternidade.

Umbanda é coisa séria pra gente séria!

 

 

Referências

– Umbanda eu Curto

<htpp://umbandaeucurto.com/umbanda-eu-curto/2015/Umbanda/>

SARACENI,Rubens – Teologia da doutrina Umbanda Sagrada

– STUM – Somos Todos Um

– Espaço Cabocla Jurema

– Sacerdotisa Carla Real Deva Nadeen.

Leia mais: http://www.fucesp.com.br/news/anderson-lourival-pinto-andressa-campos-dos-santos-priscila-carla-dias/