junho 8, 2017

Umbanda

Em aletas de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói -RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou sobrenaturais:

O jovem Zélio Fernandino de Moraes, que é um acometido de estranha paralisia, que não é conhecido por debelar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: “amanhã estarei curado”. No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada o houvesse tolhido os movimentos. Contava 17 anos de idade e prepara-se para ingressar na carreira militar na Marinha.

A medicina não soube explicar o que acontecera. Os tios, sacerdotes católicos, colhidos de surpresa, nada esclareceram. Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, e contrariando como normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se, dizendo: “aqui está faltando um flor”, e saiu da sala ao jardim, Voltando logo depois de uma flor, que depositou no centro da mesa.
Esta atitude insólita causou quase que um tumulto. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu estado de atraso espiritual.
Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem uma comunicação daqueles espíritos e do porquê em ser considerado atrasados ​​apenas por encarnações passadas que revelavam. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis ​​por sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou:
Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por quê fala este modo, é o que você está procurando? Diga-me e fique no momento, e veja a sua vida branca e reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
E o espírito desconhecido falou: “Se julgam atrasados ​​nos espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, para dar início a um culto em que estes irmãos são suas mensagens e assim O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que você quer saber? “O que é o que você quer dizer” “perguntou com ironia. E o espírito já identificado” “cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que Amanhã iniciarei “.
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já instalado reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que for declarado na véspera; Os mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.s 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria ; E os índios nativos de nossa terra, criados em poço de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e condição social.
O Caboclo estabeleceu como normas em que se processaria o culto. Sessões, assim como seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; Os participantes estariam uniformizados de branco e atendimento são gratuitos. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.
A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitam de ajuda ou de conforto. Ditadas como bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou uma prática prática, trabalhos curando enfermos, andar andar paralíticos. Antes do término da sessão, manifeste-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar como curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, datas de manifestação mediúnica for passivo loucura, abandonaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.
A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou um trabalho incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, como como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência sem desmanche de trabalhos de baixa magia.
Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas Diretrizes do Astral Superior para Fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. Como agrupações: Nomes de Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; E Tenda Espírita São Jerônimo.
Não é uma carreira militar para a preparação, nem a sua missão, não é o que é permitido, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo Das Sete Encruzilhadas fundou.
Ministros, industriais e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes, recebendo retribuir o benefício através de presentes, oucontrendo cheques vultosos. “Não os óleo. Devolva-os”, ordenava semper o Caboclo.
A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo tem como causa o fato de naquela época não se poder registrador do nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de Referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.
O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e como palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. Como guias usadas são apenas como determinam uma entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do meio.
Após 55 anos de atividades em frente a Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos como suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, meio de Caboclo Roxo, um trabalho na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu – RJ, dedicando uma maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que procura.
Em 1971, uma senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha um humildade eo alto grau de desenvolvimento desta entidade de muita luz. Ei-la: “Um Umbanda tem progredido e vai progredir.
É preciso uma sincronização, honestidade e eu previno semper a companheiros de muitos anos: uma vil moeda vai prejudicar uma Umbanda; O que é Jesus expulsou os vendilhões do templo.
O perigo do médium homem é a consulente mulher; Do médium mulher e o consulente homem. É preciso estar semper de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar como nossas casas fazem com que toque algo coisa do coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala na mãe do terreiro. É preciso muita coisa moral para uma Umbanda progrida, forte e coesa.
Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, eu sou um rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.
Meus irmãos: são humildes, tem amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; É preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para os que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.
Tenho uma coisa a tua ordem: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolhido aquela que já possui sua mãe, este é o que é viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.
Que o nascimento de Jesus, um humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escores de maldade por pensamento ou práticas; Que Deus perdoe como maldades que foram concebidas, para que a paz permita reinar em vossos corações e nos vossos lares.
Fechai os olhos para a casa do vizinho; Fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; Não julgueis para não serdes julgados; Acreditai em Deus e paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.
EU, meus irmãos, como o menor espírito de construção em Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita de companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade , Encontre
reis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para semper em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, súbita e sempre súbita, Cabimbo das Sete Encruzilhadas “.

 

Agradecemos ao Sr. Marco Valério P., editor do Jornal Umbanda Hoje. Referência bibliográfica: Jornal Umbanda Hoje - Autorizada uma reprodução.