Março 13, 2017

EGRÉGORA DE UMBANDA

1. Introdução

O presente trabalho tem por objetivo demonstrar de forma sucinta a importância de se ter o pensamento focado, com boas energias e totalmente voltado para o bem durante a abertura dos trabalhos e durante toda a Gira, bem como a União dos filhos da casa para que possamos de fato sermos instrumentos do Divino, dos Sagrados Orixás, dos Falangeiros e dos Mentores Espirituais levando Amor, Fé, Esperança, Conforto, Ajuda e Alento para aqueles que precisam.

2.Umbanda

A Umbanda é uma religião brasileira fundada no dia 15 de Novembro de 1908 por um jovem rapaz, que tinha na época apenas 17 anos. Zélio Fernandino de Morais a exemplo dos Xamãs teve as tais “crises” de transcendência ou Incorporação. A Umbanda nasce com uma nova forma de comunicar-se com os Espíritos! Criando uma Egrégora com o plano Espiritual!!!

 

3. Egrégora

Ou egrégoro (do grego egrêgorein, «velar, vigiar»), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas. O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.

 

4. Egrégora é a corrente que sustenta a Umbanda!!!

Somos naturalmente desconcentrados, por isso os gestos, palavras, movimentos e sons que caracterizam um ritual previamente conhecido dos participantes, favorecem a concentração!Se você é um dirigente espiritual ou médium frequentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:

-“Olha a corrente, gente! Vamos concentrar”!

Você sabe realmente o que isso quer dizer?

Muita gente, até as que falam, não sabe!

O que é essa tal de “corrente”?

Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível?

Será uma corrente que vai prender os espíritos?

Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a “corrente” é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente, “EGRÉGORA”, que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.

Essa questão da “corrente” ou egrégora é tão importante que vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para que você possa perceber, se orientar e orientar a outros.

Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, mas você pode adaptar estas explicações para entender práticas espirituais, inclusive das Igrejas Evangélicas que fazem curas, etc.

Vamos considerar um grupo de 10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO IDEAL. Isso é à base de tudo!!!

Criada a egrégora como já vimos antes, pela união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins, cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente.

Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns “milagres”, desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem).

As entidades afins (estamos falando de seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior.

Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível, a energia, que a princípio é incompatível com suas vibrações; isso se tudo estiver “correndo bem”.

Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.

As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.

A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de “abertura”.

Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a “pregação”.

Se você for um estudioso e não carregar preconceitos, notará que nessas “pregações” há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procurar.

Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora!!!

Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda.

Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa.

Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.

Por outro lado, se a corrente ou egrégora das “giras” não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores consequências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.

 

5. Complicações que podem ocorrer ainda dentro da sessão:

1) Médium dirigente e/ou médiuns auxiliares não conectados positivamente com suas entidades de guarda o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias e insegurança – ANIMISMO.

2) Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram entrada fácil nesses casos.

3) Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem.

4) Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todos os médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de descarga e desobsessão, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia positiva da qual, todos poderão desfrutar.

Observação:Existem mais situações que podem acontecer, mas vamos ficando por aqui pois só as citadas já darão como consequências as que vêm após.

1) Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium.

2) Corpo mediúnico cada vez mais inseguro.

3) Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos.

4) Problemas começam a surgir na vida material de todos.

5) Discórdias entre o grupo; começam a gerar desentendimentos maiores.

6) Formam-se grupos dentro do grupo dividindoa energia ao invés de somá-la.

7) Doenças e dificuldades começam a aparecer.

8) Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente começam a se consultar em outros lugares ou outros terreiros).

9) Para sintetizar: Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO – ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso).

Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas “firmezas” ou “assentamentos” quedevem ser tratados, reforçados e respeitados.

 

6. Mais uma explicação.

Assentamento, como muitos podem crer, não é prática exclusiva das religiões Afras. Até mesmo elas “importaram” essa prática de Seitas e Religiões muito mais antigas.

Se os assentamentos estiverem bem “sintonizados” com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão meros ocupantes de lugar), pois poderão trazer para o ambiente essas energias e entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos.

Energia positiva atrai energia positiva e o oposto também vale!!!!

Pensamentos que geram energias positivas atraem energias e fatos positivos (ou negativos…).

Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias positivas.

Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for maior será a ação dessa energia.

Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se elas serão positivas ou negativas, dependerá de quem as criará.

Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar.

Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho, etc. Só que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a formaram (a não ser em poucos casos), elas correm o risco de serem negativas.

Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício para a presença de Verdadeiros Espíritos Guias.

A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são partes sólidas da base que construirá o verdadeiro Templo – aquele onde comparecerão sempre os Verdadeiros Amigos Espirituais.

A idéia coletiva dessas pessoas é o resultado do nascimento no astral de um astrosoma, conhecido como egrégora. Este astrosoma, ou egrégora, protegerá e estimulará o plano material da coletividade, analisando os recursos físicos de seus membros para que possam vir a serem usados e serem úteis na realização da idéia mãe.

A egrégora incita seus membros a trabalhar e a contribuir de todas as formas possíveis, no sentido de aumentar o número de adeptos da idéia mãe, ou ainda substituir os membros que se afastam, ou são afastados.

Imagine uma egrégora benigna em confronto direto com outra maligna.

Exemplo:

Trabalhos de magia positiva em confronto com magia negativa.

As coletividades inimigas no plano astral lutam igualmente no plano material. Se no plano material os inimigos de uma egrégora destroem os corpos físicos de seus membros, o astrosoma das vítimas reforçará a egrégora no astral, como exemplo a perseguição dos cristãos por Judeus e pagãos, que terminou com o triunfo da egrégora cristã, uma vez que Jesus edificou sua igreja em Roma, sede do mundo pagão no início da era cristã.

O astrosoma dos cristãos martirizados uniu-se no astral reforçando a egrégora, fortalecendo-a triunfalmente.

As egrégoras são a lei dos semelhantes em sua plenitude, podem ser benignas e construtivas ou malignas e destrutivas.

As egrégoras são poderosíssimas na realização de idéias, se as idéias forem inspiradas por trevosos que encontrem acesso a mentes inteligentes propensas ao mal, os resultados serão funestos, como exemplo a egrégora nazista que exterminou milhões de pessoas neste século.

A manutenção de pensamentos sadios em egrégoras beneficentes, como é o caso da Umbanda ou outras religiões é primordial, fortalecendo desta forma a idéia mãe.

Os adeptos das egrégoras benignas devem ser firmes em seus pensamentos e atitudes, evitando desta forma, serem afastados ou substituídos no caso de divergência com a idéia mãe, o que fatalmente ocorrerá se determinado adepto desviar-se da diretriz.

A lei de correspondência vibratória é plena na formação de egrégoras fazendo valer a lei “semelhante atrai semelhante”.

Algumas egrégoras com fundo religioso, porém fanáticas, podem destruir pessoas ou até nações inteiras se forem levadas ao fanatismo, como exemplo as nações muçulmanas que destroem e matam adeptos de egrégoras contrárias à sua idéia, levados ao extremo por uma diretriz maligna cravada no mundo muçulmano na época de seu nascimento.

O adepto umbandista deve ser forte e persistente na prática do bem, uma vez convicto do que é e do que pratica.

A egrégora de Umbanda é acessada a partir da caridade a espíritos encarnados e desencarnados. Assim irmãos que precisam de um auxílio financeiro, físico, emocional, mental são auxiliados por vários médiuns de Umbanda que sintonizam o seu pensamento nestas necessidades e no poder da caridade para auxiliá-los.

Assim ao começarmos uma gira, os portais do espaço tempo se abrem, e não sabemos o que é ontem, hoje e amanhã. Aqueles guias que os médiuns não estão mais conosco ainda continuam ali, juntamente com os desencarnados da matéria, também se fazem ali:

– A vibração de amor emanada por milhares de assistentes através dos tempos que saíram realizados.

– A satisfação de médiuns de terem cumprido sua missão em algum lugar do espaço-tempo.

– A união de vários irmãos para a fraternidade e caridade.

– A cura para os necessitados.

– A riqueza de doação ao cósmico e à humanidade.

– E muitas das mais sublimes intenções que a alma permite…

 

7. ALINHANDO-NOS COM ESTE PODER INFINITO

Ao iniciar a gira, devemos sentir ou visualizar a luz de positividade que emana das almas e pensamentos afins, irradiar luz a todos os pontos desta esfera e a todos os que necessitem daquela energia de doação.

Em casa após a gira, devemos procurar visualizar a luz entrando em nossas residências, nas residências dos irmãos, nas residências dos nossos vizinhos, no nosso bairro, na nossa cidade… Canalizar um tubo ou raio de luz para que vá inundando esta esfera de compreensão com SAÚDE, PAZ, PERFEITA HARMONIA, BELEZA, AMOR, LUZ, SATISFAÇÃO… TODA SORTE DE PENSAMENTOS POSITIVOS QUE AGREGUEM UNIÃO!!!

Uma poderosa proteção de Orixás, guias e espíritos de médiuns que se doaram e ainda se doam para proteger-nos. Podemos entrar em contato com esta proteção e fortalecê-la através de visualização, mentalizar estes irmãos e fazer preces.

MÉDIUNSNUNCA ESTÃO SOZINHOS!PORTANTO QUE NOS SINTONIZEMOS COM OS MAIS ELEVADOS IDEAIS PARA A HUMANIDADE AGORA E SEMPRE, VIGIANDO NOSSOS PENSAMENTOS E CRIANDO UMA FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA, “EGRÉGORA”, DE AMOR E LUZ!

 

SARAVÁ! SARAVÁ! SARAVÁ!

 

8. Referências bibliográficas

1. Umbanda e o Sentido da Vida – Alexandre Cumino – Editora Madras 2015.

2. Umbanda Pé no Chão – Norberto Peixoto – Editora do Conhecimento 2008.

3. Wikipédia – Enciclopédia livre da internet.

4. Apostila do Curso de Formação Sacerdotal da FUCESP.

 

5. Pai Salun Professor e Sacerdote FUCESP – Textos e ensinamentos presenciais realizados pelo Pai Salun.

 

 

Formando: Luís Carlos Sanches

MARÇO 2017