agosto 21, 2017

Templos

Os Templos de candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros.

As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:

  • Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo babalorixá ou iyalorixá dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente. Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consanguineos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central.
  • Casas grandes, que são organizadas tem uma hierarquia rígida, não é de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.
    • Casas de linhagem matriarcal: (só mulheres) assumem a liderança da casa como Iyalorixá.
      • Ilé Axé Iyá Nassô Oká – Casa Branca-Engenho Velho – considerada a primeira casa a ser aberta em Salvador, Bahia
      • Ilê Maroiá Lájié – Mãe Olga de Alaketu – Fundada em 1636 no Matatu de Brotas por Otampé Ojarô
      • Ilé Iyá Omi Axé Iyámase do Gantois – Terreiro do Gantois – Salvador, Bahia
      • Ilé Axé Opó Afonjá – Opó Afonjá – Salvador, Bahia e Coelho da Rocha, Rio de Janeiro
      • Zoogodô Bogum Malê Rondó – Terreiro do Bogum – Salvador, Bahia
      • Querebentan de Zomadônu – Casa das Minas – fundada +/- 1796 – São Luiz, Maranhão
      • Kwe Kpodaba – Asé Podaba – fundado em 1851 – Rio de Janeiro
      • Ile Axé Íyà Atara Magbá – Santa Cruz da Serra – RJ. Fundada e dirigida até hoje por Omindarewa de Yemanja
      • Ilé Omo Oyá Legi – Mesquita, Rio de Janeiro
    • Casas de linhagem patriarcal: (só homens) assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixá ou Babaojé no Culto aos Egungun.
    • Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa.

A lei federal nº. 6.292 de 15 de dezembro de 1975 protege os terreiros de candomblé no Brasil, contra qualquer tipo de alteração de sua formação material ou imaterial. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) são os responsáveis pelo tombamento das casas.

A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma iyalorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas em Brasil que viram seu 100° aniversário.

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